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Antes de Entrar Aristóteles

Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu

Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu

Antes de Entrar Aristóteles

17
Abr18

Flexibilização curricular

Ricardo Nobre

Sou muito favorável à flexibilidade curricular como princípio. As escolas podem escolher cerca de 20 % do currículo nacional, único e oficial, para desenvolver outras actividades. Aplicado às disciplinas de Português, Literatura Portuguesa, Geografia, História e outras, a flexibilização permitiria que os alunos adquirissem conhecimentos (e não «competências», sublinhe-se) sobre a sua região: a história de Portugal pode relacionar-se, em muitas regiões, com a história local. Isto valoriza o património que cada um tem ao pé de si e sensibiliza o aluno para contextos nacionais e até internacionais. Saber que aquela praia ao pé da escola foi a mesma onde desembarcaram as tropas liberais no século XIX ou que foi daquele ponto que partiram as naus para a tomada de Ceuta no XV é muito positivo e desenvolve um sentimento de necessidade de preservação da identidade enquanto conceito histórico-cultural.
Do mesmo modo, para aprender literatura portuguesa não é preciso ler apenas as obras do currículo nacional: impõe-se a necessidade de alunos de Trás-os-Montes lerem Trindade Coelho, os do Minho, Camilo, os de Lisboa Eça, os de Faro, António Ramos Rosa, os da Beira, Aquilino Ribeiro, os de Évora, Vergílio Ferreira e por aí fora. A ligação à terra em que nascemos torna-se motivo nacional que potencia o interesse e aumenta a cultura geral. Privilegiando a ligação das regiões com autores que as narraram é verdadeiramente estimulante e articula-se facilmente com a história da literatura portuguesa.
O meu problema com a flexibilização curricular em curso é que tenho a impressão que não é isto que está a acontecer.

16
Abr18

Uma ortografia para o ensino

Ricardo Nobre

Ao contrário do que acontecia com a nomenclatura gramatical, que foi substituída pelo Dicionário Terminológico, o acordo ortográfico não tem na sua base uma necessidade urgente devida a desadequação científica. As regras ortográficas datadas de 1945 serviriam a todos os utentes da língua portuguesa sem deficiências. Dizer-se que ajuda o ensino não é correcto. Não podemos partir do princípio que os alunos não são capazes de escrever «acção», apesar de não pronunciarem o «c». Mesmo os alunos estrangeiros que aprendem português reconhecem que o Acordo Ortográfico lhes dificulta a aprendizagem (já me disseram que percebem melhor a nossa língua lendo-a pela grafia do século XIX). Não se aprende a escrever escrevendo o que se ouve: e isso é assim em português, em francês, em espanhol, em inglês, em grego, e certamente em quase todas as línguas vivas.

Não se recusa o Acordo Ortográfico pelo medo de mudança, muito menos de conservadorismo (aliás, isto não é argumento para se dizer sim) — trata-se, antes de mais, de respeito pela tradição ortográfica, baseada na etimologia, na História da nossa língua.

15
Abr18

Dias difíceis para as artes e para todos nós

Ricardo Nobre

Não há dúvida de que a capacidade (acima do normal) que o sector artístico tem para ocupar o espaço público lhe dá um poder que dificilmente se pode comparar a outros profissionais, igualmente dignos de respeito por parte de uma sociedade europeia de natureza democrática.

Com efeito, não são poucas as profissões que beneficiam do apoio público para funcionar, incluindo a saúde e a educação. E, como estas, a protecção civil, a investigação no meio universitário e a segurança social. Existem ainda outros sectores em que o peso do estado é assinalável, como os transportes (que têm um papel importante no tecido económico por questões de mobilidade e turismo, além da preservação do ambiente). Sem falar da Defesa e das Forças Armadas, o papel do Estado, não estando completamente bem definido, é, intuitivamente, esse: dar condições para que sejamos bem educados, instruídos e cultos, vivendo com saúde e protegidos.

Ora, mesmo que eu ignorasse o papel civilizacional da cultura (incluindo a edição, as bibliotecas, a tradução), alguém poderia lembrar-me do relevo económico que as actividades artísticas têm. Acontece que, apesar do sucesso do Acordo Ortográfico de 1990 ao unificar a língua falada neste corredor litoral da Península, no Brasil, em Timor e nos PALOP, tornando a nossa língua verdadeiramente universal, os turistas que tiram a casa aos lisboetas não têm invadido a sala Garrett, tal como não saem do «resort Medina» para assistir aos espectáculos do Teatro Viriato ou Gil Vicente. Assim sendo, o Estado precisa de intervir, estar presente, promover e pagar muita da nossa produção cultural, tal como paga aos bancos e compra submarinos.

Para isso, o Estado burocratizou, e bem, a atribuição de subsídios às artes (companhias de teatro, de dança, de música e de circo, entre outras). As companhias têm de fazer como outros organismos públicos, que têm de prever actividades com dois, quatro ou mais anos de antecedência. A este respeito, é muito interessante reflectir sobre o que o Estado pensa sobre a actividade científica: pouco se pode prever sobre o rumo de um projecto de investigação, que, como as artes, podem ser muito pouco previsíveis. No entanto, a burocratização é, também, uma forma de nivelar todos por igual, sem que o Estado se assuma como dirigista ou como censor do tipo de concertos a que os seus cidadãos podem assistir (tal como dirige os livros da literatura portuguesa que se lêem na escola, sendo essa, porém, outra questão).

Entretanto, pude perceber que muitos critérios dos formulários do concurso da Direcção-Geral das Artes são semelhantes às da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), que financia centros de investigação e laboratórios. Nas artes, as companhias agora precisam de apresentar os seus projectos criativos num formulário burocrático que quer saber coisas como a adequação das propostas artísticas à organização que as promove, as peças que querem levar ao palco ou os concertos que querem dar, descrevendo as actividades que tudo isso implica. Dito de outro modo, uma companhia de teatro não apresenta uma candidatura para desenvolver actividades de culinária, como os investigadores não apresentam projectos dedicados a História Medieval no Centro de Nanotecnologia de Braga, e pode estabelecer com a antecedência de um par de anos quais os espectáculos que pretende promover.

O processo é burocrático e moroso e retira tempo às actividades criativas? Sim, tal como preencher relatórios retira tempo à docência e à investigação. Os investigadores da FCT também se queixam disso, mas não fazem manifestações e não conseguem que o Governo abra os cofres para aumentar o financiamento depois dos resultados dos concursos. Há critérios como a definição de prioridades ou a excessiva centralização que podem ser revistos. Não se pode lamentar a desertificação do interior só quando ardem florestas, fecham correios ou agências bancárias. É preciso prover o país de uma rede cultural coerente e adequada, assegurando, por exemplo, digressões (se a Companhia de Teatro do Algarve faz uma peça de Gil Vicente, deve poder levá-la a cena em Trás-os-Montes) e que todas as capitais de distrito tenham estruturas capazes de garantir o acesso à cultura.

Todavia, estes problemas podem ser resolvidos mantendo o modelo de financiamento actual, alterando pontualmente os critérios. É preciso que os concursos estejam abertos em permanência (como se faz em países que gostamos de tomar como exemplo), que o financiamento seja maior (toda a gente fala de 1 % e eu pergunto se não seria de aumentar o orçamento da cultura para três ou quatro, visto que ainda precisamos de monumentos e museus, além de continuar a validar projectos ligados à leitura e ao livro). Os jornais poderiam, desse modo, gastar menos tempo e espaço a enumerar problemas da cultura e a fazer-lhes referência do ponto de vista crítico (e não apenas o promocional actualmente em vigor).

O meu desejo é que os agentes culturais não vão para casa depois das manifestações e que continuem a ocupar o espaço público, mesmo depois de resolvidas (ou minoradas) as questões entretanto levantadas pelo processo de avaliação de candidaturas à Direcção-Geral das Artes. E que não façam como o Teatro Nacional de Dona Maria II, que se esquece do repertório português. Não prejudica ninguém as companhias assumirem o seu papel e especializarem-se, pois mesmo dentro de uma tradição há sempre muitas oportunidades de diversificação (que a referida digressão pode, evidentemente, potenciar). Se isso implicar preencher formulários, pois que os preencham: não lhes falta engenho e arte.

03
Abr18

Compêndio de insultos online

Ricardo Nobre

A utilização de redes sociais, como o Facebook ou os blogues do Sapo, é muito positiva na aproximação de pessoas que pensam da mesma maneira, mas traz dificuldades quando se confrontam ideias. É por isso que, justificando e ampliando preconceitos, grupos ficam mais coesos e conseguem ter influência nas democracias. Não sou o primeiro a sugerir que este confinamento ideológico tem promovido o populismo que conduziu tanto à eleição de presidentes como à decisão de resultados em referendos. Isto pode querer dizer que quem fala de mim tem de me elogiar e se não o fizer é porque me está a atacar ou a defender o adversário. Curiosos tempos!

Acontece que, à necessidade de aprovação de pessoas (sobretudo jovens, mas o tempo vai passando e eles tornam-se adultos) com fraca auto-estima, tem-se juntado uma dificuldade na leitura e reflexão de ideias que, não sendo as nossas, nos podem fazer olhar para o mundo de maneira diferente. Além disso, apesar de partilharmos a mesma língua, a sensibilidade difere de indivíduo para indivíduo. É por isso que podemos ter escrito um texto sobre uma coisa, mas obtemos uma recepção surpreendente que interpreta de forma abusiva e errada tudo o que declaramos.

Por exemplo: o autor de Antes de Entrar Aristóteles propõe a duas jornalistas do Público um estudo onde se possa verificar se a acusação de uma escritora é válida. Pelo caminho, reflecte sobre a inspiração e apropriação criativa, suas áreas de particular interesse. Não comenta nem o livro (apesar de o inserir no género literário a que pertence) nem o filme, não dá sentenças sobre plágio de que um realizador de cinema é acusado (o texto começa com a ligação a dois artigos anteriores em que se mostra a posição do autor); sugere, ainda assim, que em casos semelhantes, a figura pública terá vantagem em processos semelhantes, pois estatisticamente será conhecida por mais gente do que a escritora.

A leitura proposta é: o autor elogia o plágio, defende o plagiador e insulta a plagiada. Evidentemente, as redes sociais incendeiam-se e chovem insultos. Naturalmente, todos tipificados e dentro das práticas mais comuns: ofensa sem ideias. Justificações entretanto prestadas pelo autor são ignoradas e ninguém pega numa ideia para debater (se o texto original tinha algumas, a análise justificativa tinha mais). Apresento, por isso, um manual teórico de insultos online: para quem quer insultar e para quem precisa de se defender.

 

I. O ataque

1. O conhecimento.

A relação que o ser humano tem com o conhecimento desmente o que Aristóteles dizia sobre o homem. O indivíduo que passa a vida a estudar não sabe necessariamente mais do que quem nunca estudou, mas consciencializa-se de que o seu conhecimento é mensurável e a ignorância é infinita. Infelizmente, quando nos propõem olhar para um objecto que desconhecemos ou para o objecto de uma perspectiva diferente, a reacção primitiva é desvalorizar o que o outro sabe e apenas valorizar o que eu sei. A forma típica em que se manifesta é na má leitura, na leitura preconceituosa. Quando são reacções a esta proposta distorcida da realidade, apenas se promove o ódio: não importa já ler nada, muito menos tentar perceber que o objecto não era aquele. A isto chamaremos ignorância arrogante ou arrogância ignorante, que se pode definir assim: «não sei, não me interessa e tenho raiva de quem sabe». Enquanto isso, ao outro, coitado, é negado ir a Corinto sem saber se teria recursos para isso.

 

2. As habilitações literárias.

Ligado com o anterior, o tópico das habilitações literárias é obrigatório. Um indivíduo não vale pelo cérebro e pela sua visão do mundo independente: tem de a anteceder de um título. O curioso neste aspecto é que mesmo que o outro seja professor catedrático haverá sempre um desdém pelos anos de estudo, mantendo a ênfase na falácia. «Se calhar fez a licenciatura ao domingo», «deve ter a quarta classe», «Eu estudei seis anos».

 

3. O trabalho.

Há duas invariáveis no mundo laboral: Toda a gente acha que ganha pouco. Todos pensam que têm muito trabalho. Não há mal nenhum nisso, mas a assunção de que o outro apenas está ao serviço da desmoralização do nosso trabalho é uma brincadeira, muitas vezes incompatível com o ponto seguinte. Além disso, a dedicação e o trabalho não se medem pelo calendário (começar a construir uma casa há vinte anos e só colocar o segundo tijolo há duas horas é diferente de ter passado oito horas diárias a assentar tijolo). A bem dizer, o trabalho que o outro faz a mim nunca me custa nada.

 

4. A idade.

Na internet, como na tropa, a idade é um posto. É um argumento interessante, sobretudo se dirigido a algumas pessoas mais novas, que pensam que Fernando Pessoa é um autor antigo. Mas é preciso dizer: «eu tenho 72 anos, ele… não sei quantos anos ele tem». Recusar o livre arbítrio a outros com base na nossa idade é uma falácia enorme. Qualquer professor sabe que nos mais novos também pode haver raciocínio, que deve ser estimulado. Parece que é uma forma de exigir respeito, mas como dizia o nosso Padre António Vieira: ao homem, nunca falta respeito, falta é dinheiro.

 

5. O reconhecimento.

Um insulto recorrente: «mas quem é este para falar?», «Tem um blogue sobre filosofia» (e só considera Aristóteles um simples filósofo quem for muito ignorante!). A falácia nunca ouvi falar, por isso não lhe admito a opinião é muito interessante e é facilmente relacionável com o ponto 1. É verdade: há poucos eruditos famosos e nem todos podem ser Eduardo Lourenço ou José Gil, mas se o patamar é o reconhecimento por meio da cultura, estaremos sempre condenados ao fracasso. Ninguém pode estudar na praça pública, é preciso o recolhimento do gabinete.

 

II. A resposta

Em face disto, como reagir a insultos? O mais importante de tudo é reconhecer que, justos ou injustos, os insultos são uma conquista da liberdade de expressão e da democracia, e, a menos que nos enviem um Magriço para tirar o desagravo, mantemos a integridade física. É, contudo, desgastante responder a esses insultos porque eles são perturbadores. Ninguém ganha com a apresentação de contraprovas (algumas fáceis de obter, como o certificado de habilitações) e a dispersão da discussão.

Por isso, uma forma eficaz é manter o debate no campo das ideias, sem as tornar em nada pessoal. O oponente, passando tipicamente pelos pontos enumerados em cima, não conseguirá fazê-lo e continuará na sua ignorância arrogante. Chamar-nos-á arrogantes intelectuais, mas isso não é bem um insulto. Estamos condenados, como dizia o Abade de Baçal, a sermos pedaços de asnos: por isso, aprendamos com os burros, puxando a nossa carroça.

02
Abr18

Orthographia, ou arte de escrever, e pronunciar com acerto a lingua portugueza

Ricardo Nobre

Lembro-me de me ter admirado há uns anos com a verificação, em resultados gerados pela pesquisa em corpus do português, de que muitos falantes nativos tinham a necessidade, possivelmente por contaminação do inglês, de escrever «contracto» em vez de «contrato» e «instructor» e «constructor» com um «c» que em nenhuma dessas palavras existe. Curiosamente, a grafia «contracto» existe como particípio de «contrair». Na etimologia, tanto «contrato» como «contracto» estão relacionados com o verbo «contrahere», cujo particípio é «contractus», de onde deriva o adjectivo (= contraído). Além disso, «contractus» existe em latim como nome (= aperto, contrato).
A etimologia sustenta igualmente as outras opções gráficas («instructor», «constructor», a que poderia juntar «victima», «aqueducto» e «viaducto»), mas não é ocioso pensar que os erros dos falantes se origine na analogia com o inglês, que é a língua com um sistema ortográfico mais etimológico que conheço e que me ajuda a defender aquilo que penso há vários anos: a ortografia não tem que ver com oralidade. É isso que existem diversas formas de dizer uma palavra e que permite, por exemplo ao inglês, diversas pronúncias, de nativos tanto do Texas como da Nova Zelândia, passando pela África do Sul e pelas Caraíbas, sem que tenha sido alguma vez imposta uma padronização do tipo Oxbridge ou BBC English (em Portugal, há quem defenda que falar como na Beira Litoral é que está bem; outros que o dialecto-padrão é o da Estremadura; como sou algarvio, devo admitir que falo mal). Cada palavra escrita em inglês traz consigo séculos de história, em cada uma delas ecoando uma linhagem de sentido, um percurso do pensamento humano. Além disso, quanto mais conservadora a grafia menos necessidade existe de a alterar: só em Portugal é que é possível que se façam reformas ortográficas de trinta em trinta anos (1911, 1945, 1973, 1990); com a quantidade de problemas que o Acordo Ortográfico tem levantado não faltará muito tempo para a próxima mudança (sugerida, entretanto, pela Academia das Ciências).
A questão da representação por escrito de uma palavra é muito complicada e penso que deveria ser este o centro do debate em torno do Acordo Ortográfico (em vez do sucessivo apontar de erros, lacunas e omissões, se bem que seja uma actividade necessária). Sim, sim, autores e promotores das reformas ortográficas que mandam calar as vozes contrárias ao seu proselitismo: tem de haver sempre um debate, e devemos exigir que seja permanente. É lamentável aceitar-se a ortografia do Acordo Ortográfico por cansaço ou pelo encolher de ombros lusitano. Numa sociedade livre os debates de ideias não são casos encerrados, muito menos quando a força da lei nos coage, nos oprime e nos obriga a escrever não apenas com normas em que não acreditamos, mas que são completamente erradas e contrárias à elementar lógica.

Continua…

N.B.: Este texto tem o título da obra de João de Morais Madureia Feio (publicada em 1734) e inaugura a etiqueta «obra vtil & necessaria pera bem screuer», subtítulo (ligeiramente alterado) da Ortografia da Língua Portuguesa, de Duarte Nunes de Leão (de 1576).

título e imagem de cabeçalho

O título deste blogue é uma expressão de Aquilino Ribeiro que ocorre na última frase do segundo volume de Luís de Camões: Fabuloso. Verdadeiro (Amadora: Bertrand, 1974; 1.ª ed. 1958), que se lê: «Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu antes de entrar Aristóteles.»
No cabeçalho, pormenor da «Escola de Atenas» (Scuola di Atene), de Rafael Sanzio, terminada em 1511. A imagem foi retirada dos Wikipedia Commons e encontra-se sob domínio público.

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