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Antes de Entrar Aristóteles

Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu

Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu

Antes de Entrar Aristóteles

30
Jul19

A nova imprensa

Ricardo Nobre

No nosso século XIX, a literatura imputava muitos comportamentos desviantes (chamemos-lhes assim para sermos simpáticos) à imprensa. Todos os problemas tinham origem na imprensa (sobretudo por motivos políticos; desvios morais eram culpa da literatura, claro).

No nosso século XXI, a imprensa é a salvífica (retoricamente falando, como se tem visto sobre o discurso produzido no Público) e todos os problemas actuais têm origem nas redes sociais.

Só que, em oitocentos como neste início de século, o problema não é dos jornais nem das redes sociais. O problema somos nós, os europeus brancos, do sexo masculino alguns, heterossexuais, com curso superior de comunicação (que outro curso lhes daria preparação cultural?), que têm uma cultura superior à zulu e por isso criaram Romeu e Julieta (que nem sequer é uma obra-prima; já que é para competir, fale-se antes de Hamlet), que deixam matar milhares de inferiores à porta da Europa.

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título e imagem de cabeçalho

O título deste blogue é uma expressão de Aquilino Ribeiro que ocorre na última frase do segundo volume de Luís de Camões: Fabuloso. Verdadeiro (Amadora: Bertrand, 1974; 1.ª ed. 1958), que se lê: «Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu antes de entrar Aristóteles.»
No cabeçalho, pormenor da «Escola de Atenas» (Scuola di Atene), de Rafael Sanzio, terminada em 1511. A imagem foi retirada dos Wikipedia Commons e encontra-se sob domínio público.

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