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Antes de Entrar Aristóteles

Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu

Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu

Antes de Entrar Aristóteles

02
Mar18

As livrarias vão desaparecer

Ricardo Nobre

Nos últimos anos, sobretudo graças à lei das rendas, desapareceram (ou vão desaparecer) as livrarias:

Lácio, Campo Grande 111 (Lisboa) — famosa livraria que, depois da morte do responsável, aguentou uns anos (com livros de Saramago a 40€; por qualquer motivo especializou-se numa livraria quase infantil); actualmente é um espaço de criatividade.

Portugal (Lisboa) — o espaço que ocupava é uma pastelaria.

Lello (Lisboa) — a sede do Porto abandonou o comércio livreiro e é um espaço onde se paga para entrar para ver escadas e prateleiras.

Buchholz (a verdadeira, em Lisboa) — convertida numa livraria estereotipada da Leya.

Leitura (Porto)

Escolar Editora (Lisboa) — foi a livraria presente em algumas universidades (incluindo da Faculdade de Letras de Lisboa e da Universidade do Algarve), mas o melhor espaço era o do Centro Comercial Caleidoscópio, actualmente transformado em MacDonald's e espaço de estudo da Universidade de Lisboa.

Livraria Sousa e Almeida (Porto) — o senhorio não gosta de livrinhos, só de dinheirinho.

Pátio de Letras (Faro) — convertida em Leya no Pátio, até ao fecho.

Alfarrabista Simões (Faro; mantém-se noutro espaço e online) — o espaço que ocupava está vazio.

Sá da Costa (a verdadeira, no Chiado)

Byblos (Amoreiras, Lisboa) — teve uma curta vida, foi a «maior livraria do país», mas não uma grande livraria (embora o conceito fosse bom).

Bulhosa — em Entrecampos, o espaço ainda não tem outra utilização; a de Sete Rios está abandonada, como todo o centro comercial Twin Towers.

Babel (Biblioteca Nacional de Lisboa) — será substituída por outra.

da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa — o espaço está vazio, à espera da concretização das promessas da Associação de Estudantes; mantém-se a livraria da Colibri.

Alfarrabista Avelar Machado (mantém-se online)

Pó dos Livros (Lisboa)

Alfarrabista Miguel de Carvalho (Coimbra)

Municipal (Lisboa, tornada online) — o seu espaço é agora a geladaria da Versailles.

Actualizado a 4 de Março, tendo-se adicionado outros exemplos e feito as ligações para notícias. Saiu ontem no Público um texto de Pacheco Pereira sobre a importância das livrarias e dos livros para a cultura.

título e imagem de cabeçalho

O título deste blogue é uma expressão de Aquilino Ribeiro que ocorre na última frase do segundo volume de Luís de Camões: Fabuloso. Verdadeiro (Amadora: Bertrand, 1974; 1.ª ed. 1958), que se lê: «Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu antes de entrar Aristóteles.»
No cabeçalho, pormenor da «Escola de Atenas» (Scuola di Atene), de Rafael Sanzio, terminada em 1511. A imagem foi retirada dos Wikipedia Commons e encontra-se sob domínio público.

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