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Antes de Entrar Aristóteles

Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu

Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu

Antes de Entrar Aristóteles

06
Jun19

Morte em Paris

Ricardo Nobre

Se o nosso sonho é morrer numa idade avançada, mas mantendo as nossas capacidades, e durante a noite, para não sofrer, deixando a vida arrumada e sem dívidas, a verdade é que são poucos os que têm uma morte pacífica. Isto porque já por duas ou três vezes pensei criar aqui no liceu um conjunto de textos sobre mortes de pessoas famosas ocorridas em circunstâncias insólitas ou sobre as pretensas últimas palavras. E há mesmo situações burlescas que chegam a ser cómicas, outras são macabras e arrepiam; algumas delas todos conhecem (como o incidente que levou à morte de Salazar), outras talvez não.

Ora, Roland Barthes é uma das figuras mais interessantes do pensamento europeu do século passado e, como todas as pessoas que pensam de modo brilhante, ainda hoje as suas ideias iluminam teorias e são a base de novas e melhores reflexões sobre a arte, a literatura e a sociedade. Morreu em Paris, a 26 de Março de 1980, na sequência de um atropelamento a 25 de Fevereiro numa passadeira na rue des Écoles, que liga a Sorbonne ao Collège de France (na fotografia).

Rue des Écoles

O acidente não ocorreu nos Campos Elísios e nem se percebe porque é que artigos de natureza científica fazem a biografia dos autores famosos, sobretudo com dados errados.

título e imagem de cabeçalho

O título deste blogue é uma expressão de Aquilino Ribeiro que ocorre na última frase do segundo volume de Luís de Camões: Fabuloso. Verdadeiro (Amadora: Bertrand, 1974; 1.ª ed. 1958), que se lê: «Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu antes de entrar Aristóteles.»
No cabeçalho, pormenor da «Escola de Atenas» (Scuola di Atene), de Rafael Sanzio, terminada em 1511. A imagem foi retirada dos Wikipedia Commons e encontra-se sob domínio público.

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