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Antes de Entrar Aristóteles

Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu

Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu

Antes de Entrar Aristóteles

30
Abr19

Para esse peditório já dei

Ricardo Nobre

O Público publicou ontem no sítio uma notícia cujo título configura um exemplo bastante esclarecedor de como este jornal se vem tornando sensacionalista: um título sugere algo «picante», suscita cliques (fonte de receitas de publicidade), mas afinal é um acontecimento mais ou menos banal.

Público

Ao juntar dois elementos diferentes, a conjunção «e» insinua que uma coisa aconteceu por causa de outra. Na verdade, a retirada de aplicações da loja da Apple deve-se a questões de privacidade (com que o mesmo Público se vem preocupando, noticiando sobre a sua vulnerabilidade).

Como poderia ser dado um título objectivo e não sensacionalista? Veja-se o exemplo da BBC.

BBC

Parece a notícia de outra coisa, mas não é.

Entretanto, depois da mudança no acesso às notícias, continua a campanha de assinaturas do Público, baseada numa retórica em que referência e qualidade são prometidas. Só que, como na notícia de Karla Pequenino, o que acontece é que o jornal se especializa em manipulação de títulos, num caminho sensacionalista que nada o distingue de outros órgãos menos sérios (cujos jornalistas processam quem os manda tomar banho, dando o exemplo de como a liberdade de expressão é só para usufruto próprio).

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título e imagem de cabeçalho

O título deste blogue é uma expressão de Aquilino Ribeiro que ocorre na última frase do segundo volume de Luís de Camões: Fabuloso. Verdadeiro (Amadora: Bertrand, 1974; 1.ª ed. 1958), que se lê: «Tudo se há-de passar como se estivéssemos no Liceu antes de entrar Aristóteles.»
No cabeçalho, pormenor da «Escola de Atenas» (Scuola di Atene), de Rafael Sanzio, terminada em 1511. A imagem foi retirada dos Wikipedia Commons e encontra-se sob domínio público.

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